Visita ao inhotim

             No dia 27/05, realizamos uma excursão para o Instituto Inhotim, em um ônibus que nos levou da Escola de Arquitetura até Brumadinho, e a turma foi inicialmente divida em grupos que iriam se distribuir pelo espaço da instituição e analisar uma instituição. Cada um deveria analisar as obras sem ler os nomes e descrições que o museu oferecia, e realizar um desenho externo e interno da área. O meu grupo escolheu pela Galeria fonte, que continha uma curadoria com o tema de "movimento" e parecia falar principalmente das ideias de globalização, migração e raízes culturais.

    Algumas obras me chamaram atenção em especial, como a primeira que vimos logo ao aproximar da galeria, em que um homem entrelaçado em cordas amarradas em árvores e pedaços de terra que ficavam no ambiente externo, a vários metros de distância. Essa performance me remeteu a ideia de identidade territorial, fazendo uma ligação, aqui literal, entre a terra e o homem, que não consegue perder os laços com o lugar de onde ele vem. Outra que me pareceu muito espacial se tratava de uma série de quadros pretos, com peças de plástico coloridas encaixadas, que ilustravam imagens do universo, do planeta Terra, e de templos, trabalhando com a noção de lugar. Os quadros me remeteram especialmente à ideia de pertencimento, que me parece muito forte em toda a galeria, mas aqui aumenta sua dimensão e busca referências até mesmo no espaço sideral. E por último, uma obra que me chamou atenção ao ponto de me fazer querer desenhá-la (na segunda imagem) tratava de um globo de espelhos, em uma sala vazia e escura, e que piscava em ritmos que pareciam aleatórios, mas depois foi observado que eram código morse, traduzidos em um computador logo na frente do globo. A poesia de uma sala vazia com um globo brilhante que pisca num código ininteligível de começo me pareceu muito interessante, e me deixa curioso das possibilidades da arte.


área externa da Galeria Fonte

obra dentro da Galeria Fonte

    A visita ao museu me pareceu muito proveitosa e me fez refletir sobre as várias possibilidades que uma obra pode alcançar, junto ao espaço em que ela ocupa. O instituto é extremamente bonito e bem cuidado em sua maior parte, mas ao mesmo tempo também consegue parecer um pouco plástico e irreal. Algumas exposições se conectam de forma muito harmônica com o espaço enquanto outras nem tanto, e essas dinâmicas e paradoxos fazem parte de todo museu, mas aqui chamam atenção maior por possuir uma maior expressão e tamanho.

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