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Texto desenvolvido em dupla sobre objetos pessoais

       A bolsa surge como um acessório comum, de uso cotidiano com a função de auxiliar no transporte de objetos em distâncias mais longas, e de certa forma passa a ser indispensável em situações onde as mãos humanas não são o suficiente para carregar algo. Assim, existe um domínio da bolsa sobre o transporte e locomoção em alguns momentos, estando em uma posição superior ao homem, e subjugando-o a uma posição de incapaz.     Já o planner aparece a partir da necessidade de se organizar, colocar ordem e lógica visual para ideias abstratas, metas e desejos pessoais. Portanto, ele domina o cotidiano do ser humano, incapaz de ordenar com a mesma clareza em sua própria mente esse mesmo número de informações e horários. Novamente, ele coloca o ser humano numa posição inferior de dependente.

Trecho individual sobre texto de Flusser

      O uso do mito do livro "Gênesis" a fim de demonstrar que a humanidade busca se colocar acima dos animais e dos objetos, mas tem dificuldade no segundo caso me pareceu extremamente válido. Isso porque a ideia de ser humano está limitada a certos aspectos genéticos e fisiológicos que não se adaptam e transformam na proporção de um objeto. Isso é observado, por exemplo, no caso dos aparelhos de comunicação (como o filme O Dilema das Redes aponta) que evoluíram exponencialmente nos últimos 30 anos, enquanto a população humana permaneceu praticamente igual em termos genéticos.     Enquanto isso, o ideal de conseguir eliminar os valores humanos em aparelhos políticos, da criação estética ou calculadores, me parece distante da realidade e de certa forma delirante, visto que são programados e funcionam a partir de leis, linguagens e objetivos inerentemente humanos. Assim, esses objetos são criados para atender os interesses de certo grupo de indivíduos (human...

Apresentação + Objeto que me representa

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       Meu nome completo é Davi Carneiro Caputo, tenho 18 anos e faço aniversário em 03/07. Sou da cidade de Ubá, em Minas Gerais e me mudei para Belo Horizonte há cerca de um mês. A escolha da bolsa aconteceu pela ilustração que tem na sua frente: um rosto pintado à mão, com cores surrealistas, traços incompletos, mistura de formas e imagens de forma descontínua. Eu me identifiquei com essa forma de ilustração e detalhes nesse momento de mudança para Belo Horizonte, em que minhas perspectivas de futuro e noção de identidade se tornaram embaçados. As ideias que eu tinha de mim mesmo estavam diretamente ligadas à minha cidade onde morei por toda a vida, e dessa forma a mudança radical na minha rotina trouxe a identificação com a ilustração que eu observo de forma simbólica.