Críticas estruturadas Stopmotions

 Foi pedido aos alunos que se reunissem em grupos para desenvolver críticas ao trabalho dos outros colegas e do próprio. Contudo, por questões médicas eu estive ausente nesse dia, mas usei de um grupo pronto, formado por Max Godoy, Gabriel Batista São Paulo e Raquel Oliveira, para me basear e escrever minhas próprias críticas.

MAX GODOY: O trabalho de Max possui ótimas qualidades, como o uso da revelação gradativa de objetos, o uso de diversas cores e a sensação de constante movimento, muito bem trabalhados. É perceptível que ele não se preocupou em realizar um trabalho muito preocupado com a formação de imagens figurativas, mas dá uma maior atenção ao movimento, às transições e ao abstrato, o que conversa com uma lógica programática, como Flusser descreve em seus textos. Uma das questões em seu trabalho que poderia ser evoluída está no número de quadros (frames), que poderia ser melhor trabalhado, possivelmente utilizando de mais frames ou apropriando-se da baixa quantidade.


GABRIEL BATISTA SÃO PAULO: O stopmotion de Gabriel se destaca dos demais por um maior uso de imagens e cores que não eram encontradas nas fotos tiradas pelos alunos, o que mostrou que ele não se limitou ao acervo pronto, e buscou explorar além do previsto. O uso de linhas retas simples que se cruzam estimulam o uso da criatividade do espectador, formando formas que se interpõem e se transformam, de forma programática. A formação de um desenho que se transforma em imagem é um ponto positivo por trazer algo inesperado e ajudar na criação de um stopmotion que se transforma e não se mantém no óbvio. Contudo, algumas partes do vídeo parecem um pouco desconexas e poderiam ser trabalhadas de forma a manter uma lógica mais contínua, ou que foram intencionalmente pensadas para serem separadas.


RAQUEL OLIVEIRA: O trabalho de Raquel é mais curto e apresenta menos dinâmicas, mas não deixa de ter seu valor criativo e artístico por isso, usando-se de fotos bem escolhidas e a exploração de novas imagens a partir delas. Assim, ela consegue atingir novas formas, novos recortes e focos que ajudam no aumento das possibilidades de cada uma das fotografias, antes estáticas. Para uma exploração ainda mais "fora da caixa", poderiam ter sido usadas cores e um vídeo mais longo, com mais possibilidades e conexão entre as dinâmicas.


DAVI CARNEIRO CAPUTO: O meu trabalho busca usar de pedaços recortados de papel para formar movimento e trabalhar possibilidades criativas, evitando manter os formatos prontos encontrados anteriormente nas fotos. Além disso, as cores cinza e vermelho são justapostas para trabalhar seu contraste e combinação, de forma simples mas funcional. O trabalho peca ao não utilizar de sons, que poderiam aumentar a imersão do vídeo, e por manter-se preso a uma única perspectiva que não muda ao longo dos quase 40 segundos de vídeo.

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