Análise da pesquisa dos fotógrafos










    O objetivo do trabalho consistia em fazer uma análise de uma fotografia de um dos artistas fornecidos em uma lista, à partir de aspectos de uso da luz e sombra, sem dar relevância a aspectos formais como os elementos simbólicos ou a história da imagem. Dessa forma, o grupo 7, constituído por Maria do Carmo, Júlia Ribeiro, Tatiane Ferreira, Iana Cunha, Lucca Pessoa e eu, se distribuiu para falar de Pierre Verger, Rosângela Rennó e Otto Steinert, cada integrante escolhendo uma foto que lhe parecesse mais interessante. 

    O primeiro fotógrafo, Pierre Verger, se dedicou a retratar as diversas culturas que observava em cada lugar onde viajava, e teve especial interesse pelo cotidiano e práticas brasileiras, que deram origem às fotos escolhidas pelo grupo. Dessa forma, é possível observar o ser humano como objeto principal das imagens, geralmente centralizado, e agindo como se estivesse inconsciente da presença do fotógrafo. A iluminação natural (pela luz solar) é intensa e muito presente em todos os objetos, dando clareza formal a tudo que se encontra dentro do enquadramento. Há linhas simples que compõem as fotos, sem sobreposições muito fortes.

    Enquanto isso, Rosângela Rennó dedicou parte de sua experiência artística à análise de fotos diversas, encontradas em arquivos perdidos, negativos encontrados em feiras, álbuns e jornais, para falar sobre noções de identidade, memória e sujeito. Assim, as fotos escolhidas se conectam diretamente com esse assunto, com pessoas como principal e único objeto, geralmente numa posição frontal e com iluminação direta. Através dessas fotos, o espectador é obrigado a encarar e observar cada um dos indivíduos que teve uma imagem recuperada por Rosângela.

    Por último, Otto Steinert foi um artista que buscava explorar as noções de limites da fotografia, utilizando de imagens metafóricas e sobreposições para potencializar técnicas pouco utilizadas até então. Assim, o preto e branco é usado para exaltar um contraste entre cores e imagens que são sobrepostas, e às vezes invertidas. Os objetos passam a perder sua forma clara e definida que geralmente é buscada na fotografia tradicional, e ganham novas interpretações, análises e perspectivas, que não seriam obtidas através de técnicas mais ortodoxas. 
 

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